«Aveiro está mais colorida»

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Nuno Troia, homem do desporto. Campeão no basquetebol e no triatlo. Figura incontornável do atletismo em Aveiro. Entrevista exclusiva que só nos enche de satisfação.

Como é que começou o Aveiro Night Runners?

O Aveiro Night Runners (ANR) surgiu a 29 de Agosto de 2013 com o grande objetivo de juntar alguns aveirenses, de forma a tentar tornar a nossa cidade mais ativa, e logo no primeiro evento, para meu espanto, tivemos mais de 200 pessoas que disseram «sim» ao apelo.

Entre as tuas atividades, és também Personal Trainer no ginásio Gim Tónico e dás aulas na Escola Mário Sacramento, em Aveiro. Como consegues gerir o teu tempo?

Correto. O meu tempo é gerido ao segundo, pois onde estou tenho que estar a cem por cento. E quando dizem que não se tem tempo para isto ou para aquilo, é tudo uma questão de disciplina e rigor.

Para além do atletismo, estiveste igualmente ligado ao basquetebol, com passagens pelas equipas da Ovarense e Vagos (femininos). Que recordações guardas desses tempos?

Foram anos fantásticos! Foi sempre um dos meus objetivos de vida ser campeão nacional numa equipa de basquetebol, pois sempre joguei e como atleta «alto e espadaúdo» que sou, somente iria conseguir esse desidrato, estando na equipa técnica. As coisas proporcionaram-se com o convite do grande «mestre» e amigo Luis Magalhães para o primeiro ano na Ovarense. Logo nesse ano, sagramo-nos campeões nacionais da Liga Portuguesa. Depois, o Luis aceitou o convite de rumar a Angola, mas surgiu logo o convite do Nuno Ferreira para fazer parte da equipa feminina e masculina do Vagos. No primeiro ano, conseguimos chegar à final do playoff da Liga feminina e no segundo ano conseguimos também vencer o campeonato. Fiz o pleno!

Após esse ano, deixei o basquetebol e liguei-me ao triatlo dos Galitos, clube onde em cinco anos ganhámos tudo o que havia para ganhar a nível nacional.

Voltando ao Aveiro Night Runners, a cidade de Aveiro mudou com este teu projeto?

É verdade, Aveiro está mais ativa e «colorida» graças ao fantástico trabalho de uma série de pessoas que desde o primeiro minuto formaram o staff do ANR. Realço o papel do Paulo Pereira, Lídia e Elsa Pereira, André Nobre, Francisco Gamelas e Marta Sousa, pois sem eles, tudo seria mais difícil, já que juntos somos sempre mais fortes.

Enquanto desportista, já tens a experiência de ter disputado algumas das melhores maratonas do mundo. Qual foi a maratona que mais gostaste de correr?

Sem dúvida, Nova Iorque. Pela imponência da organização e claro, pela metrópole que é. A cidade respira o evento, o público sai todo a rua para aplaudir os atletas, é indescritível.