António Costa conquista medalha de bronze no Campeonato Nacional de Seniores de Judo

O pavilhão multiusos de Odivelas foi, uma vez mais, o palco escolhido para o Campeonato Nacional de Judo para o escalão sénior. Esta prova, a mais importante do calendário nacional, voltou a contar com a participação da AAUAv.

David Carvalho, atleta da AAUAv, foi o representate na categoria de -90Kg. Numa categoria muito forte, o atleta da Universidade de Aveiro não conseguiu superar o seu primeiro adversário, ficando assim arredado da prova. “A prova estava forte. O primeiro adversário era acessivel e eu sei que podia e devia ter passado esta eliminatória. Infelizmente, a falta de treino foi notória. Regressei a Torres Novas, e não tenho dedicado muito tempo ao Judo, e a este nível pagasse caro”.

Depois de eliminado da prova, restava a representação de António Costa, treinador da AAUAv mas atletas do SC Vianense. Na categoria de +100Kg, onde defendia a medalha de prata do ano anterior, as coisas não se vislumbravam fáceis. “Foi no último momento que decidi participar na prova. Desde o Zonal em Valença que não consigo treinar por uma lesão nas costas. Vinha para tentar chegar ás medalhas. Os médicos desaconselharam a minha participação, mas a vontade era mais forte e decidi arriscar”, começou por referir António Costa.

No primeiro combate, contra um atleta jovem mas já experiente, o treinador da AAUAv acabou por perder a 6 segundos do final por acumulação de castigos. “O Vasco é muito forte. Estive a vencer até 6 segundos do final, mas infelizmente errei muito e não consegui ganhar”.

No segundo combate, contra um atleta de Barcelos, era jogada a passagem à meia-final e a conquista, ou não, de uma medalha. “Nesse combate tinha que dar tudo. Não podia falhar. Não podia haver dor, medo, receio. Tinha que ser para ganhar. Dizia ao Alex (atleta do SC Beira-Mar) que era o tudo ou nada, que ia jogar a passagem nesse combate. Felizmente correu bem”. Com uma estratégia de contenção, com pouco risco inerente, a vitória por Ippon (pontuação máxima) surgiu a meio do tempo regulamentar de 5 minutos. Com essa vitória era alcançado o objetivo traçado pelo atleta e os seus treinadores.

Na meia-final foi vez de medir forças contra o campeão nacional em título, e que viria a conquistar novo título, o atleta das Oficinas de São José, Diogo Silva. Num combate quase sem história, após um ataque falhado pelo treinador aveirense, o seu adversário conseguiu a vitória por ippon, relegando assim António Costa para o lugar mais baixo do pódio. “Com o passar do tempo de espera as dores foram sendo maiores. Quando entrei à meia final já sabia que, se normalmente tenho 20% de hipoteses de vencer, essas hipoteses estavam em 2%. Tentei atacar, mas não consegui, e o Diogo acabou por vencer de forma clara. Infelizmente não consegui fazer melhor”.

Esta é mais uma medalha no já extenso curriculum desportivo do atleta. “Já perdi um bocado a conta ás medalhas que venci em nacionais. Não por desinteresse, mas por achar que não importa muito saber o que conquistei, porque de memórias vivem os museus. Gosto de pensar que ainda tenho algo para conquistar”, referia António Costa que não quis deixar de agradecer “ao Alex (Alexandre Vieira), ao David Carvalho e ao Pedro Rodrigues pelo apoio incansável durante toda a prova. Agradecer aos meus treinadores José Oliveira e David Costa pela paciencia que tem comigo. E tambem agradecer aos meus atletas da AAUAv que me tem ajudado muito a ser mais forte, mas acima de tudo melhor treinador”.